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O que é Shochu?

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Shochu - O Saquê Destilado


Shochu 焼酎 (pronuncia-se “xôtyû”), que significa “fermentado destilado” ou “saquê destilado”, é uma bebida alcoólica destilada milenar oriental muito consumida há muitos anos no Japão. O Shochu, também conhecido como “vodca japonesa”, pode ser produzido a partir de uma grande variedade de matérias-primas, como por exemplo, arroz, trigo, batata doce, açúcar mascavo, mandioca e outras fontes de carboidratos, e cada ingrediente utilizado na sua produção confere um sabor característico da matéria-prima original com diferenças sutis entre cada tipo de Shochu. Sua graduação alcoólica pode variar de 15% a 45% em volume, porém os mais tradicionais possuem 25% em volume.

Há, basicamente, duas classificações para o Shochu: “Otsu” e “Ko”.

Considerado como o Shochu artesanal e o mais tradicional, o Shochu da classe “Otsu”, mais conhecido como “Shochu Genuíno” (Honkaku Shochu) é o mais consumido e cada vez mais popular no Japão. O seu processo de fabricação compreende basicamente na inoculação do arroz com a adição do kojikin (um fermento especial para este tipo de bebida), que posteriormente é adicionada a levedura, chamando este processo de primeira fermentação. Em seguida, é adicionada a matéria-prima principal (seja batata-doce, trigo, arroz, mandioca, etc), dando a este processo a denominação de segunda fermentação. E finalmente, o mosto fermentado é destilado resultando no Shochu Genuíno. O resultado é uma bebida requintada de aroma e paladar característicos dos ingredientes originais utilizados, comparável aos melhores vinhos e outras bebidas alcoólicas de alta qualidade.

A outra classificação do Shochu, classe “Ko”, é obtida através de uso de inúmeras matérias-primas e de múltiplas destilações, resultando em uma bebida de aroma e fragrância neutra geralmente utilizado para coquetéis de sucos de frutas com água gaseificada. Comparando-a com o Shochu Genuíno, a diferença do sabor e da qualidade é imediatamente reconhecido, evidenciando bem a supremacia de qualidade do Shochu Genuíno.

As bebidas alcoólicas podem ser divididas em três categorias, dependendo do método de produção. As três categorias são bebidas fermentadas, bebidas destiladas e bebidas mistas (licores). O Shochu se enquadra na categoria das bebidas destiladas.


História


As bebidas destiladas têm uma história relativamente curta, aproximadamente 700 a 800 anos, ao contrário das bebidas fermentadas que foram produzidas antes do registro da história. A razão para sua curta história foi devido às dificuldades para o desenvolvimento do processo de destilação e do destilador para diferentes tipos de mostos que eram fermentados naturalmente.

Existem evidências de que o primeiro destilador teria sido criado na região da Mesopotâmia aproximadamente há 3000 a.c.. Entretanto, a primeira destilaria construída especificamente com a finalidade de produzir bebidas destiladas apareceu no século XIII na China.

Entretanto, não se sabe exatamente o período da origem do Shochu no Japão, embora as primeiras descrições sobre o Shochu sejam datadas do início do século XV na província de Kyushu (arquipélago sul do Japão). Porém, há muitas evidências de que as técnicas de produção do Shochu foram introduzidos no Japão através da Indo-China, passando pela Coreia e finalmente chegando as ilhas de Ryukyu (atual Prefeitura de Okinawa). Posteriormente, essas técnicas foram introduzidos em Okinawa através do arquipélago de Amami Ooshima, chegando-se a província de Kagoshima, onde atualmente é considerado a terra do Shochu. A partir daí, essas técnicas foram-se expandindo para o norte, passando pelo todo território do Japão.

No Brasil, essas técnicas de produção do Shochu foram introduzidas graças ao espírito empreendedor do imigrante japonês, Norihito Matsuda, natural de Gunma, com auxílio do também imigrante, Shigeki Matsumura, natural da província de Kagoshima, que após empenharem vários anos em intensas pesquisas, conseguiram produzir o primeiro Shochu 100% brasileiro com matéria-prima típica brasileira, a mandioca orgânica. Além de ser considerado o primeiro Shochu de produção nacional, é também considerado o primeiro Shochu orgânico de mandioca do mundo.

Seguem abaixo, alguns exemplos de Shochu's originais com características regionais, hoje as mais tradicionais, que foram sendo criadas a medida em que as técnicas de produção eram introduzidas nas novas regiões:


  • Awamori (Okinawa): Shochu produzido em Okinawa (arquipélago Sul do Japão), é produzido a partir de arroz.

  • Grain Shochu: Originado no início do século XVI na região sudeste do arquipélago de Kyushu, é produzido a partir de uma variedade de grãos como milho.

  • Imo Shochu: Originado nos meados do século XVII na província de Kagoshima, é produzido a partir da babata doce.

  • Mugi Shochu: Originado no início do século XIX na província de Nagasaki, é produzido a partir do trigo.

  • Kokutou Shochu: Originado há poucas décadas na ilha de Amami Ooshima, é produzido a partir do açúcar mascavo.

  • Cassava Shochu: Originado em 2003 na cidade de Mogi das Cruzes/SP, é o primeiro shochu brasileiro produzido a partir da mandioca orgânica.

Além dos Shochu's listados acima, outras regiões ostentam seus próprios ingredientes e história da criação do seu shochu.


HAKKON - O Espírito Brasileiro


O Hakkon, que significa “Espírito Brasileiro”, é um Shochu Genuíno que utiliza como matéria-prima, um produto muito consumido na alimentação diária dos brasileiros, a Mandioca.

Respeitando as exigências cada vez mais crescentes de segurança alimentar, o Hakkon confere um sabor inigualável que vem despertando grande interesse dos apreciadores de bebidas alcoólicas. O processo de produção do Hakkon é totalmente orgânico, isento de agrotóxicos e aditivos químicos, certificado pelo IBD - Instituto Biodinâmico. Desde o cultivo da mandioca orgânica até o engarrafamento não há nenhum contato com produtos químicos obedecendo toda norma da produção orgânica de alto padrão de qualidade e higiene.


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O processo de produção do Hakkon inicia-se na lavagem e cozimento da mandioca orgânica previamente selecionada e qualificada. Simultaneamente, em outro tacho, o arroz orgânico é lavado, cozido e inoculado com um fermento especial, o kojikin, e depois adiciona-se a levedura, ocorrendo a primeira fermentação. Em seguida é adicionada a mandioca orgânica cozida e triturada, ocorrendo a segunda fermentação. O mosto fermentado resultante da segunda fermentação é então destilado em um alambique especial e depois armazenado em tanques de repousos. Durante o processo, são realizados rigorosos análises de controle de qualidade segurando a integridade orgânica e máxima qualidade do produto. O resultado é uma bebida requintada de aroma e paladar característicos dos ingredientes utilizados, comparável aos melhores vinhos e outras bebidas alcoólicas de alta qualidade.


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