Orgânicos x não-orgânicos
Quinta-feira, 2 de julho de 2009Mais vitaminados? Menos agressivos á saúde? Conferem mais longevidade e qualidade de vida?Saiba a diferença entre orgânicos e não orgânicos e opte por uma vida muito mais saudável!
O que é um produto orgânico:
De acordo com a Madalena Vallinoti, Nutricionista da Clínica Personal Diet (SP) os alimentos orgânicos vão muito além produtos sem agrotóxico. São fruto de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc). “O objetivo é buscar a conservação do meio ambiente mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos (cultivo natural, equilíbrio ecológico e respeito ao homem)”, salienta.
Existe um órgão que o certifica como tal? Qual é esse órgão?
No Brasil os principais órgãos certificadores são:
AAO - Associação dos Agricultores Orgânicos;
ABIO - Associação dos Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro;
ANC - Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região;
Coolmeia - Cooperativa Ecológica;
IBD - Instituto Biodinâmico;
MOA - Fundação Mokiti Okada.
“O selo ‘orgânico’ de certificação garante que o produto é resultado de uma agricultura capaz de preservar o ambiente natural, a qualidade nutricional e biológica dos alimentos e a qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades. Ou seja, é o símbolo de processos mais ecológicos de se plantar, cultivar e colher alimentos”, destaca a especialista.
Quais as diferenças entre produto orgânico e os não-orgânicos, desde seu plantio até chegar à mesa dos brasileiros para serem consumidos?
De acordo com Madalena, as plantações de alimentos orgânicos acontecem à moda antiga, como na época de nossos avós ou bisavós. Esse cultivo que hoje é tido como natural, mas que era tradicional antigamente, contam com os recursos da própria natureza. “A principal diferença na questão do plantio é a de que os alimentos orgânicos são plantados em solos férteis, onde não haja resíduo de agrotóxicos, fertilizantes químicos, respeita as diferentes épocas de safras e ciclos de cultivo. Sem contar que existe um sistema de produção, que busca o equilíbrio entre o solo e outros recursos naturais, como água e luz. Havendo diferenciais importantes e benéficos, tanto para o consumo pelo homem, como para a sustentabilidade do Planeta”, explica.
Ela acrescenta que no caso do cultivo dos alimentos convencionais (não-orgânicos), mesmo que haja uma mudança de cultura /plantio de outro alimento, não há a preocupação em desintoxicar e tratar o solo, água, com os recursos naturais.
Quais os alimentos que hoje existem na versão orgânica? O sabor é o mesmo dos não-orgânicos? O que muda?
A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. Além dos alimentos in natura, nos últimos anos, o mercado de produtos orgânicos se ampliou e ganhou novos itens, como: sucos, laticínios, óleos, doces, palmito, pães, biscoitos, molhos, cerveja, vinho, cachaça, mel, pratos prontos congelados, frutas desidratadas, açúcar branco e mascavo, café, guaraná em pó, chás e ervas medicinais, barra de cereais, hortaliças processadas, camarão, frango e carnes. “O sabor, como explicado acima, por ter maior concentração de nutrientes, é mais saboroso”, diz Madalena.
É verdade que os alimentos possuem maior porcentagem de vitaminas?
“Um alimento orgânico fresco pode apresentar em média 20% menos de água em sua composição, o que torna os nutrientes mais concentrados, assim como o açúcar em sua composição”. Estudos realizados indicam, por exemplo, que o tomate orgânico apresenta níveis superiores de vitamina C e 23% mais vitamina A do que os convencionais. Há ainda estudos que indicam que a grande diferença em relação aos alimentos convencionais é quanto aos maiores teores de minerais, como, por exemplo, o cálcio, ferro, magnésio, fósforo e zinco.
Quais os malefícios de consumir produtos não-orgânicos?
Dra Madalena explica que embora no Brasil, estudos que visam identificar resíduos nos alimentos, sejam bastante tímidos, já se pode identificar uma grande quantidade de resíduos tóxicos que se acumulam em alimentos, principalmente em tomates, morango, mamão (ANVISA, 2007). “Sabe-se que o acúmulo desses resíduos no organismo pode causar entre outros, distúrbios neurocomportamentais (por exemplo: depressão, perda de memória, irritabilidade, etc.), má formação fetal, câncer, alergias, pneumonites, desregularão endócrina, redução da fertilidade, etc. (CEVS - Centro Estadual de Vigilância em Saúde, 2005)”, alerta.
Como reconhecer um alimento orgânico?
Os alimentos orgânicos devem ser reconhecidos pelos selos de certificação. Visualmente, segundo a nutricionista, não são tão fáceis de serem identificados, uma vez que as diferenças consistem em serem geralmente menores e “menos atrativos ou bonitos” que alguns alimentos convencionais encontrados em feiras e supermercados. “A carne de frango, geralmente, apresenta uma carne mais rósea – amarela, mas também será reconhecida pela presença do selo de certificação”, orienta. A dica é sempre procurar saber se o alimento possui selo de certificação.
Consultora:
Madalena Vallinoti, Nutricionista da Clínica Personal Diet – Tel.: (11) 2671 1012.
www.personaldiet.com.br
Voltar
Topo

Umê-shû on the rocks