SHOCHU
Quarta-feira, 1 de novembro de 2006SHOCHU
Destilado japonês cai nas graças dos apreciadores do sabor oriental, apresentando uma opção mais encorpada em relação ao saquê
REPORTAGEM: LÍVIA MARIA DE SOUZA
Quando pensamos em bebida alcoólica consumida por japoneses logo vem a cabeça o saquê. No entanto, é um outro produto que ganha cada vez mais apreciadores, tanto no arquipélago quanto no resto do mundo. Estamos falando do shochu, uma bebida que até pouco tempo era considerada de segunda categoria, mas que nos anos 80 começou a ganhar cada vez mais admiradores.
Uma das características do shochu é que ele pode ser destilado a partir de vários ingredientes - desde os mais comuns como a batata-doce, cevada, arroz, açúcar mascavo, até os mais exóticos como leite, abóbora e castanhas. Este ano, a MN Shotyu lançou no Brasil o Hakkon. A grande novidade desse shochu é a sua matéria-prima, uma alimento tipicamente verde-amarelo: a mandioca.
O processo de fabricação é composto por duas destilações. Há quem compare a bebida com a vodka, outros a associam ao whisky. No Brasil, o shochu ficou popularmente conhecido como a "pinga japonesa". O teor alcoólico desse destilado pode variar de 15% a 45%, sendo que os mais tradicionais se mantém no nível de 25%.
DE ONDE VEIO?
Não se sabe qual a origem do shochu no Japão. Mas registros antigos deixam uma pista: as primeiras descrições sobre essa bebida, datadas do início do século XV, foram encontradas na província de Kyushu.
Há ainda evidências de que as técnicas de sua produção foram introduzidas no arquipélago através da Indo-China, passando pela Coréia. Posteriormente, elas chegaram em Okinawa, até atingirem a província de Kagoshima, que atualmente é uma das maiores produtoras de bebida, o que lhe rendeu o título de "terra do shochu"
Fonte: Revista MADE IN JAPAN N° 110 / ANO 10
Voltar
Topo

Bala de Mel e café